Houve um período da minha vida profissional em que eu estava profundamente descontente com o design.
Depois de anos atuando como freelancer, os trabalhos começaram a rarear.
As respostas não vinham.
As oportunidades na minha área simplesmente não apareciam.
E aí veio a pergunta que muitos profissionais criativos já se fizeram em silêncio:
“Será que ainda faz sentido continuar nessa profissão?”
Confesso: pensei seriamente em mudar de carreira.
Cheguei a considerar outros caminhos, outras áreas, outras possibilidades que não tinham nada a ver com design gráfico.
Mas havia algo que não saía da minha cabeça.
Eu até podia tentar outro caminho…
Mas não conseguia me enxergar sendo outra coisa.
O design sempre esteve ali.
Na forma como eu penso, resolvo problemas, crio, observo o mundo.
O problema não era o design.
O problema era a forma como eu estava me posicionando dentro dele.
Foi nesse momento que caiu a ficha:
eu não precisava desistir da minha profissão — eu precisava me reinventar como designer.
Reinventar não significou jogar fora minha experiência.
Muito pelo contrário.
Significou:
- rever meu posicionamento
- entender melhor o mercado
- reconhecer meu valor
- parar de competir por preço
- e começar a usar minha bagagem como diferencial
Eu percebi que amar o que faço não significa ficar presa a um único modelo de trabalho.
O mercado muda.
As formas de atuar mudam.
E nós também precisamos mudar.
Hoje, olhando para trás, entendo que aquele momento de crise foi um divisor de águas.
Não foi o fim da minha carreira.
Foi o recomeço consciente dela.
Se você é designer e já pensou em desistir, saiba:
isso não te torna fraco.
Te torna humano.
Às vezes, o que parece um fim é apenas um convite para se reposicionar, se atualizar e se reconectar com o que você ama fazer.
E você? Já pensou em desistir da sua profissão em algum momento? O que te fez continuar ou mudar?
